Astrônomos detectam três buracos negros em colisão no universo primitivo
O Telescópio James Webb identificou um sistema raro com três buracos negros supermassivos na galáxia J0148-4214, há 12,5 bilhões de anos.
Pontos principais
- O sistema foi localizado na galáxia J0148-4214, observada em um estado de 12,5 bilhões de anos atrás.
- Dois buracos negros ocupam o centro da galáxia, enquanto o terceiro está a 5.500 anos-luz de distância.
- A detecção ocorreu via análise do movimento de gás hidrogênio captada pelo espectrômetro NIRSpec.
- A descoberta indica que fusões galácticas foram cruciais para o crescimento acelerado de buracos negros no início do universo.
Astrônomos utilizaram o Telescópio Espacial James Webb para identificar um sistema raro contendo três buracos negros supermassivos na galáxia J0148-4214. A observação, que remonta a 12,5 bilhões de anos, revela dois desses objetos no núcleo galáctico, enquanto o terceiro encontra-se a 5.500 anos-luz de distância, possivelmente em rota de colisão ou ejeção. A detecção foi viabilizada pelo espectrômetro NIRSpec, que analisou o movimento de gás hidrogênio nos discos de acreção. Este achado é fundamental para a astrofísica, pois fornece evidências concretas de que fusões de galáxias e buracos negros foram determinantes para o crescimento acelerado desses objetos no universo primitivo. O estudo reforça a necessidade de futuras missões, como a LISA, focadas na detecção de ondas gravitacionais geradas por esses eventos massivos, aprimorando a compreensão sobre a evolução das estruturas cósmicas.
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