Natura anuncia retorno de Alessandro Carlucci ao cargo de CEO
Após 10 anos de gestão, João Paulo Ferreira deixa a presidência da Natura, que será assumida por Alessandro Carlucci a partir de 1º de outubro de 2026.
Pontos principais
- João Paulo Ferreira renunciou ao cargo de Diretor-Presidente, com efeitos a partir de 30 de setembro de 2026.
- Alessandro Carlucci, que liderou a companhia entre 2005 e 2014, foi eleito o novo CEO da empresa.
- Fábio Barbosa foi eleito presidente do Conselho de Administração, assumindo a função em 29 de agosto de 2026.
- A transição de comando será realizada de forma conjunta entre Ferreira e Carlucci até a data da posse.
- Carlucci renunciou ao seu assento no Conselho de Administração para cumprir o estatuto social da companhia.
- As ações da Natura (NATU3) registraram alta de 7,67% na bolsa após o anúncio da mudança na liderança.
- A empresa enfrenta desafios operacionais, incluindo uma queda de 14,8% na receita líquida no Brasil no segundo trimestre de 2026.
A Natura comunicou oficialmente ao mercado, por meio de fato relevante divulgado em 28 de agosto de 2026, uma mudança significativa em sua estrutura de governança. Após uma década à frente da companhia, João Paulo Ferreira deixará o cargo de Diretor-Presidente no próximo dia 30 de setembro. Para substituí-lo, o Conselho de Administração elegeu Alessandro Carlucci, executivo que já comandou a Natura entre 2005 e 2014. A transição será conduzida de maneira conjunta entre os dois executivos até a efetiva posse de Carlucci, prevista para 1º de outubro de 2026.
Como parte da reorganização, Fábio Barbosa foi eleito para a presidência do Conselho de Administração, cargo que assumiu imediatamente em 29 de agosto. Para viabilizar a nomeação de Carlucci como CEO e respeitar a vedação estatutária da empresa contra a acumulação de cargos executivos e de presidência do conselho, Carlucci renunciou à sua cadeira no colegiado e aos comitês dos quais participava. A companhia descreveu o processo como uma transição sem rupturas, focada na continuidade do plano estratégico vigente.
A mudança ocorre em um momento de pressão sobre os resultados financeiros da Natura, que reportou uma queda de 14,8% na receita líquida no Brasil durante o segundo trimestre de 2026. A gestão busca agora estabilizar as operações e recuperar a produtividade da rede de consultoras, que sofreu com falhas recentes no sistema de abastecimento. O mercado reagiu positivamente à notícia, com as ações da companhia (NATU3) subindo 7,67% no pregão seguinte ao anúncio, refletindo a confiança dos investidores na experiência dos executivos que retornam ao comando da organização.
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