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Natura anuncia retorno de Alessandro Carlucci ao cargo de CEO

Alessandro Carlucci assume a presidência executiva da Natura em 1º de outubro, substituindo João Paulo Ferreira após uma década de gestão.

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Foto: Pipeline Valor
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31/08 às 09:32, atualizado 14:32

Pontos principais

  • Alessandro Carlucci, que liderou a Natura entre 2005 e 2014, foi eleito novo CEO e assume o posto em 1º de outubro de 2026.
  • João Paulo Ferreira deixará a presidência executiva em 30 de setembro de 2026, encerrando um ciclo de 10 anos na companhia.
  • Fábio Barbosa foi eleito presidente do Conselho de Administração, cargo que assume a partir de 29 de agosto de 2026.
  • A transição de comando ocorre após a Natura enfrentar dificuldades operacionais, incluindo uma queda de 14,8% na receita líquida no Brasil no segundo trimestre de 2026.
  • Para assumir a posição de CEO, Carlucci renunciou ao seu assento no conselho e comitês da empresa, em conformidade com o estatuto social.
  • As ações da Natura (NATU3) registraram alta de 7,67% no mercado financeiro após o anúncio da mudança na liderança.
  • A gestora Advent ingressou na base acionária da companhia e indicou novos membros para o conselho de administração.

A Natura &Co comunicou ao mercado, por meio de fato relevante, a mudança em seu comando executivo. Após 10 anos à frente da companhia, João Paulo Ferreira deixará o cargo de CEO em 30 de setembro de 2026. Para sucedê-lo, o Conselho de Administração elegeu Alessandro Carlucci, executivo que já esteve no comando da empresa entre 2005 e 2014. A transição, descrita pela companhia como um processo sem rupturas, contará com a colaboração de ambos os executivos até a posse oficial de Carlucci, marcada para 1º de outubro. Em paralelo, Fábio Barbosa reassume a presidência do Conselho de Administração a partir de 29 de agosto.

A alteração na liderança ocorre em um momento de desafios operacionais para a Natura, que busca estabilizar suas operações e recuperar a produtividade de sua rede de consultoras. No segundo trimestre de 2026, a empresa reportou uma queda de 14,8% em sua receita líquida no Brasil, refletindo falhas no sistema de abastecimento e dificuldades na integração de marcas. O movimento de troca no comando é visto como parte de uma etapa de reorganização, quatro anos após o início de um processo de simplificação que incluiu a venda de ativos como Aesop, The Body Shop e Avon International.

O mercado financeiro reagiu positivamente ao anúncio, com as ações da Natura (NATU3) apresentando valorização de 7,67% logo após a divulgação. Analistas de instituições como o JPMorgan mantiveram recomendação de compra, destacando a experiência dos executivos que retornam à gestão como um fator positivo para a eficiência operacional. Embora a estratégia de longo prazo da companhia permaneça inalterada, a entrada da gestora Advent na base acionária e a nova composição do conselho reforçam as expectativas de investidores por uma recuperação gradual dos resultados financeiros nos próximos trimestres.

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