Dissidência criminosa gera instabilidade em presídios do Rio de Janeiro
O surgimento do Primeiro Comando do Golpe, dissidência do grupo Povo de Israel, tem provocado episódios de violência e conflitos em unidades prisionais.
Pontos principais
- O grupo surgiu após a morte do líder da facção Povo de Israel no ano passado.
- Conflitos, incluindo incêndios e espancamentos, foram registrados no Presídio Evaristo de Moraes e no Presídio Lemos de Brito.
- Relatórios do Conselho Penitenciário apontam que a disputa agrava a superlotação e a instabilidade no sistema.
- A Polícia Penal identificou cerca de 60 detentos ligados à nova facção e iniciou medidas disciplinares como o isolamento.
- Setores de inteligência da Secretaria de Polícia Penal monitoram a organização para conter a expansão do grupo.
O sistema prisional do Rio de Janeiro enfrenta uma nova onda de instabilidade com a formação do Primeiro Comando do Golpe, uma dissidência do grupo criminoso Povo de Israel. A facção surgiu após a morte do antigo líder da organização original e tem protagonizado episódios de violência, como incêndios em galerias e espancamentos, concentrados principalmente nos presídios Evaristo de Moraes e Lemos de Brito. O Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro alertou que a disputa interna agrava a crise de superlotação e coloca em risco a segurança das unidades afetadas. Em resposta, a Secretaria estadual de Polícia Penal mobilizou seus setores de inteligência para identificar os envolvidos. Pelo menos 60 detentos já foram apontados como integrantes do novo grupo, sendo submetidos a medidas disciplinares, incluindo o isolamento em Regime Disciplinar Diferenciado, para tentar conter a fragmentação do poder no sistema carcerário fluminense.
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