Policiais militares são presos por fornecer armas a milícia e facção no Rio
Vinte pessoas foram denunciadas por integrar uma organização criminosa que unia milícia e tráfico para atuar na região de Jacarepaguá.
Pontos principais
- Dois policiais militares foram presos sob acusação de fornecer armas e munições para grupos criminosos.
- A investigação aponta uma aliança entre a milícia de Curicica e a facção Terceiro Comando Puro (TCP).
- O grupo criminoso atuava com extorsão de moradores, comerciantes e roubos de cargas na zona oeste carioca.
- A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital recebeu a denúncia contra os 20 envolvidos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaeco, deflagrou uma operação que resultou na prisão de 20 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa complexa. Entre os detidos estão dois policiais militares, lotados no 4º e no 2º BPM, suspeitos de atuar como fornecedores e intermediários de armamento e munição para o crime organizado. A investigação revelou uma aliança operacional inédita entre a milícia de Curicica e a facção Terceiro Comando Puro (TCP), unidas com o objetivo de combater facções rivais, especialmente o Comando Vermelho, na região de Jacarepaguá. O grupo mantinha o controle territorial através de extorsões sistemáticas contra moradores e comerciantes locais, além de realizar roubos de veículos e cargas. A denúncia foi formalmente aceita pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, marcando um passo importante no combate à corrupção policial e ao crime organizado no estado.
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