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Coreia do Sul debate serviço militar obrigatório para mulheres

O governo sul-coreano avalia incluir mulheres no alistamento militar para combater a escassez de efetivo causada pela baixa taxa de natalidade.

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Foto: G1 Mundo
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29/08 às 07:00

Pontos principais

  • A Coreia do Sul enfrenta um declínio demográfico que deve reduzir o número de homens aptos ao alistamento de 332 mil para 120 mil até 2043.
  • Pesquisa do Reform Institute aponta que cerca de 60% da população sul-coreana apoia a obrigatoriedade do serviço militar para mulheres.
  • O governo criou uma força-tarefa para revisar o sistema de defesa, que é exclusivamente masculino desde a década de 1950.
  • Especialistas sugerem que a modernização das Forças Armadas com tecnologias não tripuladas diminui a dependência de força física tradicional.
  • Críticos da proposta alertam que a medida pode intensificar a desigualdade de gênero devido à sobrecarga feminina em tarefas domésticas.

Diante de uma crise demográfica sem precedentes, o governo da Coreia do Sul iniciou uma revisão estratégica de seu sistema de defesa nacional. Com a queda acentuada na taxa de natalidade, o país projeta uma redução drástica no contingente masculino disponível para o alistamento nas próximas décadas, o que ameaça a capacidade operacional das Forças Armadas. A proposta de incluir mulheres no serviço militar obrigatório, que conta com o apoio de quase 60% da população, surge como uma alternativa para suprir a escassez de pessoal. A modernização do setor, com maior foco em sistemas de tecnologia e equipamentos não tripulados, sustenta o argumento de que a força física deixou de ser o requisito principal para o combate. Contudo, o debate enfrenta resistência de setores que apontam riscos de aprofundamento das desigualdades de gênero na sociedade sul-coreana.

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