Sobreviventes criticam valores de indenização em Nova Orleans
Vítimas de abusos sexuais na Arquidiocese de Nova Orleans contestam o teto de US$ 641 mil definido em acordo de falência de US$ 305 milhões.
Pontos principais
- A Arquidiocese de Nova Orleans iniciou o envio de notificações sobre os valores das indenizações aos sobreviventes.
- O teto individual de compensação foi fixado em aproximadamente US$ 641 mil dentro de um acordo global de US$ 305 milhões.
- O montante visa encerrar o processo de proteção contra falência que tramitava há anos na justiça americana.
- Sobreviventes apontam disparidade em relação a um veredito de júri de US$ 2,4 milhões concedido a outro reclamante em junho de 2025.
Sobreviventes de abusos sexuais cometidos por clérigos da Arquidiocese de Nova Orleans manifestaram indignação após receberem notificações sobre os valores de suas indenizações. O montante máximo individual foi estabelecido em cerca de US$ 641 mil, parte de um acordo de US$ 305 milhões aprovado em dezembro para encerrar um longo processo de proteção contra falência. Muitos dos envolvidos classificaram o valor como insuficiente e desproporcional ao sofrimento causado.
A insatisfação é amplificada pela comparação com um veredito de júri ocorrido em junho de 2025, que concedeu US$ 2,4 milhões a outro reclamante. A disparidade entre os valores gerou revolta entre as vítimas, que consideram o acordo uma solução inadequada para a gravidade dos abusos. O caso destaca o desafio contínuo das instituições religiosas em equilibrar a responsabilidade financeira por crimes passados com a sustentabilidade de suas operações sob processos de falência.
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