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Ministério da Fazenda pede cautela na expansão da tecnologia D2D

Governo recomenda que Anatel monitore o uso de espectro e concorrência na implementação de conexão direta de satélites a celulares no Brasil.

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Foto: Canaltech
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28/08 às 09:32

Pontos principais

  • O Ministério da Fazenda emitiu parecer sugerindo cautela na autorização da tecnologia Direct-to-Device (D2D).
  • A preocupação central é a escassez de espectro na Banda S e o risco de vantagens competitivas desproporcionais.
  • O governo sugere que a Anatel implemente prazos de implantação e regras de compartilhamento de frequências.
  • O parecer alerta para possíveis contratos de exclusividade que poderiam prejudicar novos entrantes no mercado.
  • Não houve recomendação de bloqueio para as solicitações da Starlink, Sateliot e OQ Technology.

O Ministério da Fazenda recomendou que a Anatel adote uma postura cautelosa na regulação da tecnologia Direct-to-Device (D2D) no Brasil. Em parecer recente, a pasta destacou a necessidade de monitorar o uso eficiente do espectro na Banda S, visando evitar que empresas pioneiras consolidem vantagens competitivas irreversíveis. O governo enfatiza que, embora não existam evidências de práticas anticoncorrenciais no momento, a regulação deve prever mecanismos como prazos de implantação e regras de compartilhamento para garantir a equidade no setor.

A recomendação surge em meio ao interesse de empresas como Starlink, Sateliot e OQ Technology em oferecer conexão direta de satélites a celulares. O governo teme que contratos de exclusividade entre operadoras móveis e provedores de satélite criem barreiras de entrada para novos competidores. A Anatel deverá agora avaliar como equilibrar a inovação tecnológica com a preservação da concorrência no mercado de telecomunicações brasileiro.

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