Uber descarta carros autônomos no Brasil a curto prazo
Baixo custo da mão de obra brasileira torna a operação de veículos autônomos inviável economicamente frente aos mercados desenvolvidos.
Pontos principais
- Uber estima que levará décadas para que a tecnologia autônoma seja competitiva no Brasil.
- Tarifa média de corridas no país, entre US$ 3,5 e US$ 4, é inferior aos custos operacionais de frotas autônomas.
- Empresa foca expansão de veículos sem motorista em cidades dos EUA, Canadá e Europa.
- Parceria com a Rivian prevê 50 mil veículos autônomos em operação até 2030.
- Atualmente, apenas 0,1% das corridas da Uber em todo o mundo são realizadas por veículos autônomos.
A Uber informou que não possui planos de introduzir veículos autônomos no mercado brasileiro no curto prazo. Segundo a companhia, a viabilidade econômica da tecnologia é limitada pelo baixo custo da mão de obra humana no país, tornando a operação de frotas autônomas significativamente mais cara do que o modelo atual. Enquanto a tarifa média de uma corrida no Brasil gira em torno de US$ 3,5 a US$ 4, os custos de hardware e manutenção de veículos sem motorista ainda são proibitivos para a realidade local. A estratégia global da empresa prioriza mercados desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Europa, onde a Uber firmou parceria com a Rivian para operar 50 mil veículos autônomos até 2030. Atualmente, a tecnologia representa apenas 0,1% das corridas globais da plataforma, com testes em curso em locais como a Croácia.
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