Uber descarta adoção de carros autônomos no Brasil a curto prazo
O COO da Uber afirmou que a tecnologia autônoma não é competitiva frente ao baixo custo da mão de obra no Brasil e na Índia.
Pontos principais
- Andrew Macdonald, COO da Uber, prevê que a transição para veículos autônomos levará décadas em mercados emergentes.
- O custo da tecnologia autônoma ainda supera o valor do trabalho humano no Brasil e na Índia.
- A Uber vendeu sua divisão de veículos autônomos durante a pandemia para focar em seu negócio principal.
- A empresa planeja integrar veículos de parceiras como Waymo e Tesla em sua plataforma futuramente.
A Uber sinalizou que a implementação de veículos autônomos em sua plataforma no Brasil deve demorar décadas para se concretizar. Segundo o COO da companhia, Andrew Macdonald, o custo da tecnologia ainda não é competitivo quando comparado ao valor da mão de obra local, tornando a transição inviável no curto e médio prazo para mercados como o brasileiro e o indiano. Atualmente, a empresa prioriza seu modelo de negócio principal, tendo inclusive alienado sua divisão de veículos autônomos (ATG) durante a pandemia.
Apesar da cautela em mercados emergentes, a Uber mantém uma estratégia global de integração tecnológica. A companhia busca incorporar veículos de empresas especializadas, como Waymo e Tesla, em seu aplicativo. Com um valor de mercado de US$ 160 bilhões e uma média de 300 milhões de viagens semanais, a Uber segue focada em escala, enquanto monitora a viabilidade econômica da automação em diferentes regiões do mundo.
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