Tecido adiposo retém memória molecular da obesidade após emagrecimento
Estudo revela que alterações genéticas persistem no tecido adiposo mesmo após a perda de peso, dificultando a manutenção do emagrecimento.
Pontos principais
- Pesquisadores identificaram que macrófagos mantêm alterações moleculares ligadas à obesidade após a perda de peso.
- O estudo focou no splicing alternativo, onde mais da metade dos genes afetados pela obesidade não retornaram ao estado original.
- A alteração no gene Scarb1 prejudica a remoção de células mortas, reduzindo a lipólise e dificultando a queima de gordura.
- Tratamento experimental com oligonucleotídeo antisense reverteu parte do splicing anormal em camundongos.
- A descoberta é uma prova de conceito e ainda não possui testes clínicos em seres humanos.
Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine aponta que o tecido adiposo mantém uma memória molecular da obesidade, mesmo após o emagrecimento. A pesquisa, realizada em camundongos, demonstrou que macrófagos retêm alterações persistentes no splicing de genes, processo responsável pela regulação celular. Especificamente, 51,9% dos genes modificados pela obesidade não retornaram ao estado normal após a perda de peso, sendo a alteração no gene Scarb1 um fator crítico que prejudica a lipólise e a capacidade de queima de gordura pelo organismo. A descoberta é relevante por explicar por que a manutenção do peso é um desafio clínico frequente. Embora um tratamento experimental com oligonucleotídeo antisense tenha demonstrado sucesso em reverter parte dessas anomalias em modelos animais, os autores enfatizam que os resultados são uma prova de conceito e ainda precisam ser validados em estudos com humanos.
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