Violência armada no Rio de Janeiro deixa 67 mortos em julho
Relatório do Instituto Fogo Cruzado aponta aumento de tiroteios e vítimas em confrontos entre facções e operações policiais na região metropolitana.
Pontos principais
- Julho registrou 34 tiroteios motivados por disputas entre facções criminosas e milícias.
- O total de baleados no mês chegou a 143 pessoas, com 67 óbitos confirmados.
- Operações policiais foram responsáveis por 92 tiroteios, resultando em 85 baleados.
- O número de vítimas em ações policiais cresceu 39% em relação a julho de 2025.
- Uma perseguição na Avenida Brasil em 28 de julho terminou com cinco mortos, incluindo um policial.
O estado do Rio de Janeiro enfrentou um agravamento na segurança pública durante o mês de julho de 2026, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. O levantamento contabilizou 196 tiroteios no período, sendo que 34 deles foram causados diretamente por disputas territoriais entre facções criminosas e milícias. Além do conflito entre grupos armados, a atuação das forças de segurança também contribuiu para o cenário crítico, com operações policiais respondendo por quase metade dos registros de disparos. A escalada da violência resultou em 143 pessoas baleadas, com um saldo de 67 mortes, marcando um aumento de 39% nas vítimas de ações policiais em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O episódio mais grave ocorreu em 28 de julho, quando uma perseguição na Avenida Brasil culminou em uma chacina com cinco vítimas fatais, reforçando a urgência por novas estratégias de inteligência policial para mitigar os danos à população civil.
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