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CVM investiga suposta manipulação de ações da Marfrig em 2018

A CVM apura movimentações de R$ 425 milhões que teriam visado manter as ações da Marfrig no Ibovespa através de condições artificiais de mercado.

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Foto: Times Brasil
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27/08 às 15:32

Pontos principais

  • A investigação foca em operações realizadas em 2018 para elevar o Índice de Negociabilidade das ações da companhia.
  • O processo envolve o fundador Marcos Molina, o ex-diretor financeiro Tang David e a holding MMS Participações.
  • Gravações telefônicas indicam que executivos discutiram estratégias para melhorar a liquidez do papel no índice.
  • O colegiado da CVM rejeitou uma proposta de termo de compromisso de R$ 13,3 milhões apresentada pelos acusados em 2024.
  • A defesa nega irregularidades e afirma que as operações possuíam finalidade comercial legítima.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conduz um processo administrativo para apurar suspeitas de manipulação de mercado envolvendo ações da Marfrig em 2018. Segundo a acusação, movimentações que somaram R$ 425 milhões foram realizadas com o objetivo de criar condições artificiais de demanda e preço, garantindo a permanência dos papéis da empresa no Ibovespa. O caso ganha relevância pelas evidências apresentadas, incluindo gravações telefônicas em que o ex-diretor financeiro, Tang David, discute estratégias para inflar o Índice de Negociabilidade da companhia. Além de David, o fundador Marcos Molina e a holding MMS Participações figuram como investigados. Em 2024, o colegiado da CVM recusou uma proposta de acordo de R$ 13,3 milhões, mantendo o processo em curso. O julgamento, que estava previsto para ocorrer, foi retirado de pauta e aguarda nova data para definição sobre possíveis sanções aos envolvidos.

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