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Caixa registra lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026

O banco estatal teve alta de 5,9% no lucro líquido recorrente em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela expansão da carteira de crédito.

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Foto: G1 - Economia
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26/08 às 20:31 · atualizado 22:32

Pontos principais

  • O lucro líquido recorrente atingiu R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026.
  • A carteira de crédito total do banco chegou a R$ 1,45 trilhão, com alta de 11,9% na comparação anual.
  • O financiamento imobiliário segue como o principal motor, representando 69,4% da carteira total.
  • O índice de inadimplência superior a 90 dias subiu para 3,64%, um aumento de 0,98 ponto percentual.
  • As despesas com provisões para devedores duvidosos cresceram 97,6%, totalizando cerca de R$ 7 bilhões.

A Caixa Econômica Federal reportou um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 5,9% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado, que representa uma recuperação de 12,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano, foi sustentado pelo desempenho robusto da carteira de crédito, que alcançou R$ 1,45 trilhão. O setor imobiliário continua sendo o pilar central da instituição, respondendo por 69,4% do volume total de crédito, com um crescimento de 15% na comparação anual. Apesar do avanço no lucro, o banco enfrentou desafios operacionais significativos no período. O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,64%, pressionado principalmente pelo setor do agronegócio, que registrou uma taxa de atraso de 20,74%. Esse cenário de maior risco levou a instituição a elevar drasticamente as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, que saltaram 97,6% em doze meses, somando aproximadamente R$ 7 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da Caixa encerrou o trimestre em 9,16%, uma retração de 2,7 pontos percentuais na comparação anual, enquanto o Índice de Basileia se manteve em 15,5%. No acumulado do primeiro semestre, o lucro recorrente da estatal somou R$ 7,4 bilhões, refletindo um período de ajuste nas margens financeiras diante do aumento das provisões para perdas.

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