Telescópio ALMA revela pontos quentes persistentes em Betelgeuse
Imagens inéditas da supergigante vermelha mostram manchas de calor que desafiam modelos astrofísicos sobre a dinâmica estelar.
Pontos principais
- O telescópio ALMA, no Chile, capturou imagens detalhadas da superfície da estrela Betelgeuse.
- Pesquisadores identificaram pontos quentes na atmosfera estelar que permanecem inalterados há sete anos.
- A persistência das manchas contraria teorias atuais que previam uma dissipação rápida desses fenômenos.
- A presença de uma estrela companheira, denominada Betelgeuse B, é apontada como possível causa da estabilidade das estruturas.
- O estudo foi aceito para publicação na revista científica Astronomy & Astrophysics.
Novas observações realizadas pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) trouxeram descobertas inesperadas sobre a supergigante vermelha Betelgeuse. As imagens revelaram uma superfície turbulenta com uma textura irregular e pontos quentes causados por movimentos convectivos de plasma. A grande surpresa para a comunidade astronômica foi a longevidade dessas manchas, que se mantiveram estáveis por pelo menos sete anos, desafiando os modelos astrofísicos vigentes que sugeriam uma dissipação muito mais rápida. A descoberta levanta novas questões sobre a evolução da estrela e reforça a hipótese de que a gravidade de uma estrela companheira, conhecida como Betelgeuse B, possa estar influenciando a estrutura de sua atmosfera. O estudo, que detalha esses fenômenos, foi aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics, marcando um avanço significativo na compreensão da dinâmica de supergigantes vermelhas.
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