Inadimplência no agronegócio cresce com juros altos e clima adverso
Especialistas apontam que a combinação de alavancagem elevada e fatores climáticos tem dificultado o acesso ao crédito para produtores rurais.
Pontos principais
- A crise de crédito decorre de uma expansão acelerada de financiamentos entre 2021 e 2022.
- Juros elevados e condições climáticas adversas pressionam a capacidade de pagamento dos produtores.
- A Serasa Experian defende o uso de dados mais abrangentes, como geração de caixa e preços de commodities, na análise de risco.
- Ferramentas de inteligência artificial e imagens de satélite, como o Agrocore, são utilizadas para prever o comportamento de pagamento.
Durante o evento Febraban Tech, o head de Agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, destacou que o setor rural enfrenta um cenário de maior pressão na inadimplência. O problema é resultado de uma combinação entre a alavancagem excessiva observada no período de 2021 a 2022, o atual patamar de juros e os impactos negativos das variações climáticas. Esse contexto tem tornado a renovação de créditos mais rigorosa e seletiva por parte das instituições financeiras. Para mitigar os riscos, o mercado tem buscado aprimorar a análise de crédito com o uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial e monitoramento por satélite. A adoção de ferramentas como o Agrocore permite uma avaliação mais precisa da saúde financeira do produtor, integrando variáveis como a geração de caixa e a volatilidade dos preços das commodities para garantir maior sustentabilidade ao financiamento do agronegócio brasileiro.
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