Amazon e Twitch são processadas por uso de lives no treinamento de IA
Streamer move ação coletiva contra a Twitch por utilizar transmissões ao vivo para treinar modelos de inteligência artificial sem consentimento.
Pontos principais
- A ação coletiva foi movida pelo streamer Warren Pandiscia no Tribunal Distrital Norte da Califórnia.
- O processo alega que as empresas utilizam lives para treinar modelos de IA desde 2024 sem autorização.
- A Twitch utiliza um modelo de opt-out, onde o uso de dados para IA vem ativado por padrão nas contas.
- O autor busca indenização por quebra de contrato implícito entre a plataforma e os criadores de conteúdo.
- Executivos da Twitch admitiram que a adesão ao treinamento seria mínima se o modelo fosse opt-in.
A Amazon e a sua subsidiária Twitch enfrentam uma ação coletiva movida pelo streamer Warren Pandiscia, que acusa as empresas de utilizarem transmissões ao vivo para o treinamento de modelos de inteligência artificial sem a devida autorização dos criadores. O processo, registrado no Tribunal Distrital Norte da Califórnia, contesta a prática de incluir automaticamente os dados dos usuários no treinamento de IA, exigindo que os streamers realizem a desativação manual da configuração, um modelo conhecido como opt-out. A defesa do autor argumenta que a medida configura quebra de contrato implícito. A controvérsia ganha relevância após declarações de Mike Minton, diretor de produtos da Twitch, que admitiu que a participação dos usuários seria praticamente nula caso a plataforma adotasse um sistema de opt-in. O caso destaca o crescente embate jurídico sobre o uso de dados de criadores para o desenvolvimento de tecnologias de machine learning.
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