Comissão do Senado debate assistência a vítimas do implante Essure
Audiência pública na CDH discute suporte a brasileiras que receberam o dispositivo contraceptivo Essure, banido no país após relatos de efeitos adversos.
Pontos principais
- O implante contraceptivo Essure, fabricado pela Bayer, foi retirado do mercado brasileiro devido a graves efeitos colaterais.
- Estima-se que mais de 10 mil mulheres no Brasil tenham recebido o dispositivo antes de seu banimento.
- Pacientes reivindicam a criação de uma política pública de saúde específica para o acompanhamento e tratamento das vítimas.
- A senadora Damares Alves, presidente da CDH, defendeu a convocação de representantes da fabricante para prestar esclarecimentos.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal realizou uma audiência pública para discutir a situação de milhares de brasileiras que foram submetidas ao implante do dispositivo contraceptivo Essure. O produto, fabricado pela Bayer, foi banido no Brasil após o registro de diversos relatos de efeitos adversos severos em pacientes. Durante o encontro, mulheres afetadas cobraram das autoridades a implementação de uma política pública de assistência integral para o tratamento das sequelas causadas pelo implante.
A presidente da CDH, senadora Damares Alves, destacou a necessidade de aprofundar as investigações sobre o caso e sinalizou a intenção de convocar representantes da fabricante para esclarecimentos adicionais. O debate ganha relevância diante da estimativa de que mais de 10 mil mulheres tenham sido implantadas com o dispositivo no país, evidenciando a urgência de um protocolo de suporte médico e jurídico para as vítimas.
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