Ambipar mantém sigilo de análise contábil em meio à recuperação judicial
Empresa restringe acesso a dados financeiros enquanto enfrenta pedidos de falência, atrasos em balanços e disputas judiciais com credores.
Pontos principais
- A Ambipar limitará o acesso à análise contábil apenas à CVM e credores que realizarem solicitações formais.
- Credores como Oliveira Trust e banco Sumitomo pediram o adiamento da assembleia devido à falta de clareza nos balanços.
- A companhia acumula atrasos na entrega de demonstrações financeiras de 2025 e resultados trimestrais de 2026.
- A fornecedora Addiante S.A. ajuizou pedido de falência contra a empresa, que responde com ação revisional.
- A Ambipar investiga ex-executivos por operações de derivativos realizadas antes do processo de recuperação.
A Ambipar decidiu manter sob sigilo sua análise contábil, incluindo demonstrações financeiras e projeções, antes da assembleia de credores. A medida ocorre em um cenário de instabilidade, marcado por atrasos na entrega de dados obrigatórios e pressões de instituições financeiras e fornecedores. O banco Sumitomo e o agente fiduciário Oliveira Trust solicitaram o adiamento da assembleia, alegando falta de visibilidade sobre a real situação financeira da companhia. Paralelamente, a empresa enfrenta um pedido de falência movido pela Addiante S.A. e um bloqueio de contas pelo Banco BMG. Além das disputas contratuais, a gestão atual conduz uma investigação interna sobre ex-executivos, como o ex-diretor financeiro João Daniel Piram de Arruda, por supostas irregularidades em operações de derivativos realizadas antes do início da recuperação judicial.
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