Ambipar mantém análise contábil sob sigilo antes de assembleia
A companhia restringe acesso a dados financeiros às vésperas de assembleia de credores, gerando pressão por transparência no mercado.
Pontos principais
- A análise contábil da Ambipar foi restringida, sendo acessível apenas à CVM e credores mediante solicitação.
- A Assembleia Geral de Credores está marcada para o dia 25 de agosto em formato híbrido.
- Instituições como o banco Sumitomo e a Oliveira Trust pediram o adiamento do encontro por falta de visibilidade financeira.
- A empresa está sem auditor independente após a saída da Deloitte e enfrenta atrasos na entrega de dados obrigatórios.
- A Ambipar contesta judicialmente um pedido de falência de R$ 187,7 milhões movido pela Addiante.
A Ambipar decidiu manter sob sigilo sua análise contábil, incluindo projeções e fluxo de caixa, às vésperas da Assembleia Geral de Credores agendada para 25 de agosto. A medida gerou críticas de instituições financeiras, como o banco Sumitomo e o agente fiduciário Oliveira Trust, que solicitaram o adiamento do evento alegando falta de transparência sobre os balanços recentes. A companhia, que não apresenta um formulário trimestral desde junho de 2025, atravessa um momento de incerteza operacional após a saída da auditoria Deloitte, sem ainda ter definido um substituto para revisar as demonstrações financeiras de 2025 e 2026. Além da pressão dos credores, a holding enfrenta um pedido de falência movido pela Addiante, no valor de R$ 187,7 milhões, e mantém sua subsidiária Ambipar Emergency Response em processo de Chapter 11 nos Estados Unidos.
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