Tirar prints pode prejudicar a capacidade de memorização, aponta estudo
Pesquisa da Universidade de Binghamton revela que o hábito de capturar telas reduz a retenção de informações pelo cérebro.
Pontos principais
- Estudo publicado na revista Memory & Cognition analisou 892 participantes em sete experimentos distintos.
- Resultados indicam que o desempenho de memorização é inferior para itens capturados em comparação aos apenas visualizados.
- O fenômeno é associado ao descarregamento cognitivo, onde o cérebro dedica menos esforço ao reter dados externamente.
- Não foram identificados benefícios compensatórios em outras tarefas cognitivas para quem utiliza a ferramenta de print.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Binghamton, publicado na revista Memory & Cognition, sugere que o hábito frequente de tirar capturas de tela pode comprometer a memória humana. Ao analisar 892 participantes em sete experimentos, os cientistas observaram que o ato de registrar informações digitalmente leva a um desempenho inferior na recordação posterior, em comparação com conteúdos apenas visualizados. A hipótese central é o descarregamento cognitivo, processo no qual o cérebro reduz o esforço de codificação ao saber que a informação está armazenada externamente. A pesquisa reforça que não existem ganhos cognitivos compensatórios para essa prática, o que levanta questões sobre como a dependência de ferramentas digitais altera a forma como processamos e retemos conhecimento no cotidiano.
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