Museu Goeldi inaugura exposição sobre a retomada territorial indígena
Mostra narra a história dos povos Katxuyana e Kahyana, desde o deslocamento forçado na ditadura até a homologação de sua terra em 2025.
Pontos principais
- A exposição Katxar kum neero reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos desde a década de 1960.
- Os povos Katxuyana e Kahyana foram removidos de seus territórios tradicionais durante o regime militar.
- A Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana teve seu processo de demarcação iniciado em 2008 e finalizado com homologação em 2025.
- O destaque da mostra é o txamatxama, artefato plumário de grande valor cosmológico e sociopolítico.
- A exibição está aberta ao público no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi até 30 de abril de 2027.
O Museu Paraense Emílio Goeldi abriu a exposição "Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros", que documenta a trajetória de resistência e recuperação territorial dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana. A mostra oferece um panorama histórico que remonta à década de 1960, período em que essas comunidades foram forçadas a deixar seus territórios tradicionais devido a ações do regime militar. Através de fotografias, relatos e objetos culturais, como o importante artefato plumário txamatxama, a exposição detalha o processo de luta pela terra que culminou na homologação da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana em 2025. A iniciativa é um marco na preservação da memória desses povos e na visibilidade de suas conquistas políticas. O público pode visitar a mostra no Parque Zoobotânico do museu até o dia 30 de abril de 2027, conhecendo de perto a conexão entre a arte e a retomada de seus lugares de origem.
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