Povo Parakanã reocupa TI Apyterewa no Pará após retirada de invasores
Dois anos após a desintrusão, o povo Parakanã retorna à Terra Indígena Apyterewa, no Pará, enfrentando gado ilegal, violência e planejando a recuperação do território.
Pontos principais
- O povo Parakanã está reocupando a TI Apyterewa, no Pará, dois anos após a retirada de invasores, mas ainda lida com as consequências da ocupação ilegal.
- Apesar da saída de mais de 2 mil não indígenas, cerca de 1.300 bovinos permanecem ilegalmente na TI, e um vaqueiro foi assassinado durante a operação de retirada de gado.
- Os Parakanã e a associação Tato’a sofrem ameaças, tentativas de invasão e ataques de pistoleiros, com o cacique Mamá Parakanã relatando oito ataques às aldeias.
- A TI Apyterewa, que foi a mais desmatada da Amazônia devido à pecuária ilegal, registrou uma queda de mais de 90% no desmatamento após a desintrusão.
- Os Parakanã buscam parceiros para reflorestar a área e fortalecer a segurança do território, com apoio de órgãos governamentais.
Dois anos após a retirada de invasores, o povo Parakanã inicia a reocupação da Terra Indígena Apyterewa, no Pará, um território que foi a mais desmatada da Amazônia devido à pecuária ilegal. Apesar da desintrusão, que removeu mais de 2 mil não indígenas, a comunidade ainda enfrenta desafios significativos, como a permanência de cerca de 1.300 bovinos ilegalmente na área e a violência contínua, incluindo o assassinato de um vaqueiro durante a operação de retirada de gado e ataques a aldeias.
As operações de desintrusão, determinadas pelo STF em 2023, foram cruciais para a redução do desmatamento em mais de 90% na TI Apyterewa. Contudo, a persistência de ameaças e a necessidade de recuperação ambiental destacam a urgência de fortalecer a segurança e promover o reflorestamento, um esforço que os Parakanã buscam realizar com apoio governamental e de parceiros.
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