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Livrarias independentes de Hong Kong fecham sob pressão do governo

Batidas policiais e novas leis de segurança forçam o fechamento de livrarias que vendiam conteúdos proibidos na China continental.

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Foto: G1 Mundo
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23/08 às 06:31

Pontos principais

  • Autoridades de Hong Kong realizaram operações contra livrarias como Hunter, Book Punch e Greenfield.
  • Os estabelecimentos são acusados de sedição e lavagem de dinheiro por venderem obras sensíveis.
  • Livrarias eram refúgio para leitores que buscavam relatos sobre temas censurados, como o massacre da Praça da Paz Celestial.
  • A imprensa estatal chinesa rotula a venda desses livros como uma forma de resistência branda ao governo.
  • O endurecimento das leis de segurança tem gerado um clima de medo e autocensura no setor livreiro local.

Livrarias independentes em Hong Kong, historicamente conhecidas por oferecerem obras proibidas ou censuradas na China continental, estão enfrentando uma onda de fechamentos forçados. Sob a égide da Lei de Segurança Nacional, autoridades locais realizaram batidas e prisões em estabelecimentos como a Hunter e a Book Punch, sob alegações de sedição e lavagem de dinheiro. Esses locais serviam como pontos de acesso a conteúdos sensíveis, incluindo registros históricos sobre o massacre da Praça da Paz Celestial, atraindo leitores que buscavam informações fora do controle estatal. A pressão de Pequim, que classifica a comercialização desses títulos como uma forma de resistência branda, tem provocado um efeito de autocensura generalizada. O cenário reflete o contínuo estreitamento das liberdades civis em Hong Kong, transformando espaços que antes funcionavam como pilares da liberdade de expressão em alvos de vigilância constante pelas autoridades.

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