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Estudo revela estrutura assimétrica em ejeção de massa coronal

Pesquisa com 17 espaçonaves detalha como ejeção solar de 2024 ocultou parte de sua estrutura, desafiando modelos atuais de previsão espacial.

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Foto: space-com
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23/08 às 11:02

Pontos principais

  • Uma ejeção de massa coronal ocorrida em 15 de dezembro de 2024 foi monitorada por 17 espaçonaves simultaneamente.
  • Dados revelaram uma estrutura assimétrica de dois lóbulos com velocidades distintas.
  • A configuração permitiu que um lóbulo voltado à Terra e Marte ficasse oculto por uma estrutura maior e mais lenta.
  • O estudo, publicado na Science Advances, destaca a necessidade de observações multi-ponto para prever o clima espacial.

Uma pesquisa publicada na revista Science Advances revelou descobertas inéditas sobre a complexidade das ejeções de massa coronal (CME). Ao analisar um evento ocorrido em 15 de dezembro de 2024, cientistas utilizaram dados de 17 espaçonaves distribuídas pelo sistema solar, um recorde de monitoramento. A análise demonstrou que a erupção possuía uma estrutura assimétrica composta por dois lóbulos com velocidades diferentes, o que impediu sua detecção completa por observatórios isolados. A configuração fez com que um dos lóbulos, direcionado à Terra e Marte, permanecesse oculto sob uma massa mais lenta durante as observações iniciais. Liderado por Adrienn Luspay-Kuti, o estudo ressalta que a dependência de pontos de vista únicos limita a precisão dos modelos atuais. A descoberta é fundamental para aprimorar a previsão do clima espacial, visando proteger infraestruturas tecnológicas e garantir a segurança de astronautas contra a radiação solar.

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