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Ceuta inicia sepultamento de imigrantes não identificados

Cidade espanhola enterra 18 vítimas da crise migratória de julho de 2026 sem identificação, enquanto famílias aguardam repatriação.

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Foto: G1 Mundo
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22/08 às 04:30

Pontos principais

  • Dezoito imigrantes foram enterrados em cemitério muçulmano na última sexta-feira, 21 de agosto.
  • Os túmulos foram marcados apenas com números para permitir futuras reivindicações de parentes.
  • A Associação Marroquina de Direitos Humanos pediu a interrupção dos enterros para priorizar a identificação.
  • Autoridades de Ceuta afirmam que a documentação para repatriação está pronta, mas aguarda aval do governo marroquino.
  • Crise migratória de julho de 2026 levou cerca de 72 mil pessoas ao território espanhol, com estimativa de 90 mortes.

A cidade espanhola de Ceuta iniciou, na última sexta-feira, o sepultamento de 18 imigrantes que faleceram durante a intensa crise migratória ocorrida no final de julho de 2026. Os corpos foram enterrados em um cemitério muçulmano local sem identificação formal, recebendo apenas numeração nos túmulos para facilitar eventuais reconhecimentos futuros por familiares. O episódio ocorre em meio a um impasse diplomático, uma vez que a Associação Marroquina de Direitos Humanos solicitou a suspensão dos enterros para priorizar processos de identificação e repatriação. Embora as autoridades de Ceuta declarem que a documentação necessária para o traslado dos corpos já esteja concluída, o governo marroquino ainda não autorizou o procedimento. Estima-se que a crise, que resultou na chegada de 72 mil imigrantes ao território espanhol, tenha causado a morte de pelo menos 90 pessoas, evidenciando a gravidade humanitária do fluxo migratório na região.

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