Justiça da Bolívia derruba sigilo em caso de atentado contra ativista
Tribunal boliviano abre inquérito sobre o atentado contra Nadia Beller, que aponta conselheiro presidencial como mandante do crime.
Pontos principais
- Nadia Beller foi atingida por três tiros em Santa Cruz de la Sierra na última segunda-feira.
- O Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia determinou o fim do sigilo nas investigações do caso.
- Fernando Cerimedo, conselheiro do presidente Rodrigo Paz, é o principal suspeito e nega participação.
- O Ministério Público boliviano deve pedir a prisão preventiva de Cerimedo por tentativa de feminicídio.
- A vítima alega ter sido atraída ao local sob a promessa de obter provas contra o ex-presidente Evo Morales.
O Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia atendeu ao pedido da ativista Nadia Beller e determinou o fim do sigilo nas investigações sobre o atentado sofrido por ela na última segunda-feira, em Santa Cruz de la Sierra. Beller, que foi atingida por três disparos, acusa Fernando Cerimedo, conselheiro do presidente Rodrigo Paz, de ser o mandante do crime. Segundo a vítima, ela foi atraída ao local sob a falsa promessa de receber documentos comprometedores contra o ex-presidente Evo Morales. Cerimedo foi detido pelas autoridades locais, mas nega qualquer envolvimento no episódio. O Ministério Público da Bolívia prepara agora o pedido de prisão preventiva contra o conselheiro, sob a acusação de tentativa de feminicídio. O caso ganha relevância política ao envolver figuras próximas ao atual governo e retomar tensões ligadas ao cenário político boliviano.
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