Justiça da Bolívia ordena prisão de Evo Morales por terrorismo
O ex-presidente é acusado de terrorismo e levante armado após liderar bloqueios de estradas que paralisaram o país por mais de 50 dias.
Pontos principais
- A Promotoria de Santa Cruz emitiu mandado de prisão contra Morales por seis crimes, incluindo terrorismo e levante armado.
- As acusações estão ligadas a bloqueios de estradas que causaram desabastecimento e impactos severos à economia boliviana.
- Evo Morales nega as irregularidades e denuncia o processo como uma 'guerra judicial' orquestrada pelo governo.
- O ex-presidente permanece na região de Chapare, onde conta com o apoio de simpatizantes para evitar sua captura.
- Morales já enfrentava um mandado de prisão anterior, emitido em 2024, por acusações de tráfico de pessoas.
A Promotoria da Bolívia emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, intensificando a crise jurídica e política que envolve o líder político. As autoridades bolivianas sustentam que Morales foi o principal articulador de bloqueios de estradas que duraram mais de 50 dias, resultando em graves prejuízos ao abastecimento interno e à economia nacional. Entre as seis acusações formais, destacam-se os crimes de terrorismo e levante armado contra o Estado. Em resposta, o ex-presidente rejeita as alegações, classificando as ações judiciais como uma perseguição política deliberada. Atualmente, Morales encontra-se entrincheirado na região de Chapare, protegido por apoiadores, enquanto a pressão jurídica sobre sua figura continua a crescer, somando-se a um mandado de prisão anterior relacionado a investigações de tráfico de pessoas.
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