Pesquisa aponta uso de dados militares em apostas na Polymarket
Estudo indica que mais de 150 contas na Polymarket lucraram US$ 8 milhões com informações privilegiadas das Forças Armadas dos EUA.
Pontos principais
- Pesquisa do Anti-Corruption Data Collective identificou 152 carteiras com taxa de acerto de 97,2% em mercados militares.
- O grupo de contas, apelidado de 'Orcas', acumulou cerca de US$ 8 milhões em ganhos em apostas de baixa probabilidade.
- As operações suspeitas atraíram apostas de seguidores, que replicaram os movimentos das carteiras identificadas.
- O caso do soldado Gannon Ken Van Dyke, que utilizou dados sigilosos para apostar na política venezuelana, ilustra os riscos de segurança.
- A Polymarket afirma que mantém controles rigorosos e colabora com autoridades no monitoramento de atividades suspeitas.
Uma investigação do Anti-Corruption Data Collective revelou que mais de 150 carteiras na plataforma Polymarket podem ter lucrado indevidamente com informações privilegiadas das Forças Armadas dos Estados Unidos. O estudo identificou um padrão de sucesso incomum, com uma taxa de acerto de 97,2% em mercados de nicho, resultando em ganhos acumulados de US$ 8 milhões. Além do lucro direto, as operações suspeitas atraíram apostas de seguidores que replicaram os movimentos dessas contas. A preocupação central reside no fato de que o uso de dados sigilosos cria vulnerabilidades estratégicas que poderiam ser exploradas por adversários estrangeiros. O caso do soldado Gannon Ken Van Dyke, que utilizou informações confidenciais para apostar na deposição de Nicolás Maduro, reforça os riscos à segurança nacional. Em resposta, a Polymarket declarou que monitora atividades suspeitas e encaminha casos para as autoridades competentes.
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