Sobrevivente de feminicídio relata busca por justiça após 23 anos
Zaldo Just publica livro sobre o assassinato de sua mãe pelo pai e a longa jornada judicial para garantir a condenação do autor do crime.
Pontos principais
- Maristela Just foi assassinada pelo ex-marido em um caso de feminicídio há mais de duas décadas.
- Zaldo Just, filho do casal, sobreviveu a um disparo no rosto durante o ataque.
- O autor do crime permaneceu em liberdade por 23 anos antes de ser preso.
- O livro de Zaldo Just aborda o trauma familiar e as dificuldades enfrentadas por órfãos do feminicídio no sistema judiciário.
Após mais de duas décadas de impunidade, Zaldo Just, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, lançou um livro que narra o assassinato de sua mãe, Maristela Just, cometido pelo próprio pai. Durante o ataque, ocorrido há 23 anos, Zaldo foi baleado no rosto, mas sobreviveu para testemunhar uma longa e exaustiva batalha jurídica. O agressor permaneceu em liberdade por mais de duas décadas antes de ser finalmente detido, um desfecho que o autor descreve como o ápice de uma persistente busca por justiça.
A obra de Zaldo não apenas documenta os detalhes do crime e o trauma vivido pela família, mas também lança luz sobre a realidade dos órfãos do feminicídio no Brasil. O relato destaca as falhas do sistema judiciário e a resiliência necessária para que vítimas e familiares consigam o reconhecimento legal e a punição dos responsáveis por crimes de gênero.
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