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Relatório acusa Meta de financiar campanhas contra leis de idade

A Meta é suspeita de pagar influenciadores e grupos para combater restrições de acesso de menores de 16 anos às redes sociais em diversos países.

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Foto: Canaltech
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19/08 às 10:45

Pontos principais

  • O Tech Transparency Project afirma que a Meta financia influenciadores e ONGs para promover suas ferramentas de segurança como alternativa a leis.
  • A estratégia teria sido identificada em países como Brasil, Austrália, Índia, Indonésia e Reino Unido.
  • Organizações como ReachOut, Netsafe e ThinkYoung são citadas como beneficiárias de recursos da empresa para influenciar o debate público.
  • Testes independentes questionam a eficácia das proteções oferecidas pelas Contas de Adolescente da Meta.
  • A Meta nega irregularidades e afirma que suas parcerias são transparentes e mantêm a independência editorial dos envolvidos.

Um relatório do Tech Transparency Project aponta que a Meta tem financiado influenciadores e organizações de defesa para se opor a legislações que visam restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Segundo a investigação, a companhia utiliza esses parceiros para promover suas próprias ferramentas de segurança, como as Contas de Adolescente, como uma alternativa preferível às proibições governamentais. A prática teria sido mapeada em diversos países, incluindo o Brasil, Austrália e Reino Unido. A relevância do caso reside no debate global sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de jovens. Enquanto a Meta defende a transparência de suas parcerias e a independência editorial de seus colaboradores, testes realizados por veículos como o Washington Post colocam em xeque a real eficácia das proteções implementadas pela empresa, intensificando a pressão por regulações mais rígidas.

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