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Pesquisadores do MIT criam transistores biológicos com bactérias

Cientistas desenvolveram circuitos lógicos usando bactérias, abrindo caminho para monitoramento biológico avançado em plantas e ecossistemas.

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Foto: Canaltech
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19/08 às 13:02

Pontos principais

  • Pesquisadores do MIT utilizaram a bactéria Pantoea agglomerans para criar transistores biológicos.
  • Os circuitos controlam o fluxo de moléculas para realizar operações lógicas em vez de usar eletricidade.
  • O sistema mais complexo desenvolvido pela equipe realizou uma operação de soma utilizando 24 colônias bacterianas.
  • A tecnologia apresenta baixa velocidade, com cada cálculo levando cerca de oito horas para ser processado.
  • O objetivo principal é aplicar a inovação no monitoramento de estresse e pragas em plantas, não substituir processadores digitais.

Pesquisadores do MIT alcançaram um avanço significativo na computação biológica ao desenvolver transistores funcionais a partir de bactérias. Utilizando a espécie Pantoea agglomerans, a equipe conseguiu criar circuitos capazes de executar operações lógicas, substituindo o fluxo de elétrons tradicional pelo controle de moléculas dentro de sistemas vivos. Embora o experimento tenha demonstrado a viabilidade de realizar cálculos, como operações de soma, a tecnologia ainda enfrenta limitações operacionais, exigindo cerca de oito horas para concluir cada processamento. Diferente da computação convencional, esta inovação não visa substituir processadores de dispositivos eletrônicos, mas sim atuar como uma ferramenta de monitoramento biológico. A aplicação prática pretendida foca na integração desses sistemas em organismos vivos, como plantas, permitindo o acompanhamento em tempo real de níveis de estresse e a detecção precoce de pragas no ambiente agrícola.

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