Candidatos à Presidência concentram patrimônio em ativos ilíquidos
Declarações ao TSE mostram carteiras focadas em imóveis e participações societárias, com baixa exposição à Bolsa de Valores entre os presidenciáveis.
Pontos principais
- Patrimônio total declarado pelos 13 candidatos soma R$ 7,96 bilhões, inflado por um registro impreciso de R$ 6,79 bilhões de Pablo Marçal.
- Excluindo o valor de Marçal, os demais candidatos somam R$ 539,6 milhões, sendo apenas 20,8% alocados em ativos financeiros.
- A maior parte dos bens está concentrada em ativos ilíquidos, como imóveis e participações em empresas.
- Na renda fixa, predomina a preferência por títulos atrelados ao CDI, enquanto a poupança possui saldos simbólicos.
- Pablo Marçal, que declarou o maior valor, está inelegível até 2032 por decisão do TRE-SP.
As declarações de bens entregues pelos candidatos à Presidência ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam uma estratégia de alocação de recursos conservadora e pouco diversificada no mercado financeiro. Com exceção de casos isolados, como o de Augusto Cury, a exposição à Bolsa de Valores é mínima entre os postulantes ao cargo. O patrimônio dos candidatos é majoritariamente composto por ativos ilíquidos, incluindo participações societárias, créditos a receber e imóveis, o que reflete uma preferência por investimentos de longo prazo ou de controle empresarial em detrimento de aplicações líquidas. O montante total declarado foi fortemente impactado por um registro de R$ 6,79 bilhões atribuído a Pablo Marçal, valor que o próprio candidato reconheceu como incorreto. Sem esse registro, o patrimônio somado dos demais presidenciáveis é de R$ 539,6 milhões, com predominância de renda fixa pós-fixada atrelada ao CDI.
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