Uso de contratos intermitentes em prisão privada gera polêmica no Reino Unido
A contratação de agentes de custódia sob regime de zero horas na prisão HMP Millsike enfrenta críticas por riscos à segurança e estabilidade laboral.
Pontos principais
- A prisão HMP Millsike, operada pela empresa Mitie, iniciou a busca por agentes de custódia com contratos de zero horas.
- O modelo de contratação é inédito no sistema prisional da Inglaterra e do País de Gales.
- Os anúncios oferecem £25 por hora para funções de escolta de prisioneiros em regime flexível.
- Sindicatos e críticos alertam que a precarização do trabalho pode comprometer a segurança das unidades prisionais.
A unidade prisional HMP Millsike, gerida pela empresa privada Mitie, tornou-se alvo de críticas após anunciar a contratação de agentes de custódia sob o regime de contratos de zero horas. A medida, que oferece £25 por hora para serviços de escolta, representa um precedente inédito no sistema prisional da Inglaterra e do País de Gales. O modelo enfrenta forte oposição de sindicatos, que argumentam que a precarização do trabalho em funções de alta responsabilidade pode comprometer a estabilidade e a segurança interna da instituição. Diante da controvérsia, o prefeito Andy Burnham tem sido pressionado a intervir na gestão da unidade. Especialistas em segurança pública alertam que a falta de vínculo fixo pode dificultar a retenção de profissionais qualificados e elevar os riscos operacionais dentro do ambiente carcerário.
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