Regulador britânico critica demora de postos em baixar preço de combustíveis
A CMA aponta que varejistas do Reino Unido mantêm margens de lucro elevadas ao não repassar quedas nos preços do atacado aos consumidores.
Pontos principais
- A CMA identificou estratégias de precificação passiva que prejudicam motoristas britânicos.
- O órgão enviou mais de 1.000 cartas de advertência a varejistas por falta de transparência.
- Postos estão sendo pressionados a compartilhar dados de preços com o serviço Fuel Finder.
- A análise aponta que a lentidão no repasse ocorre mesmo após quedas nos valores do atacado.
O órgão regulador de concorrência do Reino Unido (CMA) emitiu um alerta severo contra varejistas de combustíveis, acusando o setor de reter repasses de preços menores aos consumidores para sustentar margens de lucro elevadas. Segundo o relatório trimestral da entidade, a prática de precificação passiva tem prejudicado motoristas que já enfrentam pressões inflacionárias agravadas pelo cenário geopolítico, incluindo os impactos da guerra no Irã. Em resposta à falta de transparência, a CMA enviou mais de 1.000 cartas de advertência a empresas que se recusam a compartilhar dados de preços com o serviço Fuel Finder. A medida visa forçar uma maior competitividade no mercado britânico, garantindo que as quedas observadas nos preços do atacado sejam refletidas com agilidade nas bombas, aliviando o custo de vida da população.
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