Descoberta do hélio completa aniversário de 157 anos
Identificado pela primeira vez durante um eclipse solar em 1868, o hélio tornou-se um elemento essencial para a ciência e a indústria espacial.
Pontos principais
- O astrônomo Pierre Jules César Janssen detectou o hélio ao observar uma linha amarela desconhecida no espectro solar durante um eclipse na Índia.
- O nome do elemento foi cunhado pelo astrônomo Norman Lockyer, em referência a Helios, o deus grego do sol.
- A presença do hélio na Terra foi confirmada apenas 13 anos depois, em amostras de lava do Monte Vesúvio, na Itália.
- O hélio é o segundo elemento mais abundante no universo e é vital para a fusão nuclear que sustenta as estrelas.
Em 18 de agosto de 1868, a observação de um eclipse solar total na Índia permitiu uma descoberta científica histórica: a identificação do hélio. O astrônomo francês Pierre Jules César Janssen utilizou um espectroscópio para analisar proeminências solares, detectando uma linha amarela inédita que não correspondia a nenhum elemento conhecido na época. O achado foi confirmado de forma independente pelo britânico Norman Lockyer, que batizou o elemento em homenagem ao deus grego do sol. Esta foi a primeira vez que um elemento químico foi identificado no espaço antes de ser encontrado na Terra, o que só ocorreria mais de uma década depois, em 1881, através de análises de lavas vulcânicas. Atualmente, o hélio é fundamental para a exploração espacial, sendo amplamente utilizado na pressurização de tanques de propelentes de foguetes e no resfriamento de instrumentos científicos de alta precisão.
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