Malásia promete revogar lei que restringe liberdade em universidades
Governo da Malásia anunciou a revogação da lei de 1971 que limita a autonomia e a liberdade de expressão de estudantes e acadêmicos no país.
Pontos principais
- A Lei de Universidades e Faculdades Universitárias (AUKU) vigora na Malásia há 55 anos.
- A legislação é criticada por restringir a dissidência política e a organização estudantil nos campi.
- O primeiro-ministro Anwar Ibrahim formalizou o compromisso de abolir a norma.
- Ativistas questionam se a medida trará reformas acadêmicas efetivas ou se será substituída por restrições similares.
O governo da Malásia anunciou a intenção de revogar a Lei de Universidades e Faculdades Universitárias de 1971, conhecida como AUKU. A legislação, que há mais de cinco décadas é alvo de intensos debates, é apontada por críticos como o principal entrave à liberdade de expressão e à autonomia política dentro das instituições de ensino superior do país. O primeiro-ministro Anwar Ibrahim, que assumiu o compromisso com a abolição da norma, atende a uma demanda histórica de movimentos estudantis e acadêmicos que buscam maior abertura democrática nos campi. Apesar do anúncio, a medida gera cautela entre ativistas e especialistas. Existe uma preocupação significativa sobre a natureza da legislação que substituirá a AUKU, com questionamentos sobre se a mudança resultará em uma reforma acadêmica profunda ou se novos mecanismos de controle serão implementados para limitar a dissidência política nas universidades malaias.
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