Fluxo de gás cósmico inclina órbitas no sistema GW Orionis
Astrônomos identificaram um fluxo de gás que desalinha discos protoplanetários, explicando órbitas planetárias atípicas em sistemas estelares.
Pontos principais
- O sistema GW Orionis, a 1.300 anos-luz, possui um disco protoplanetário que orbita três estrelas jovens.
- Um fluxo de gás de 1,6 trilhão de quilômetros interage com o disco, causando a inclinação de seus anéis.
- A descoberta foi realizada por pesquisadores utilizando o observatório ALMA, no Chile.
- O fenômeno ajuda a explicar por que exoplanetas podem apresentar órbitas inclinadas ou retrógradas.
- O estudo, liderado por Maria Galloway-Sprietsma, foi publicado no The Astronomical Journal.
Uma equipe de astrônomos descobriu que um vasto fluxo de gás, com cerca de 1,6 trilhão de quilômetros de extensão, é o responsável por inclinar os anéis de poeira e gás no sistema estelar triplo GW Orionis. Localizado a 1.300 anos-luz da Terra, o sistema apresenta um disco protoplanetário raro que circunda três estrelas jovens. A observação, conduzida com o auxílio do observatório ALMA, no Chile, sugere que a interação gravitacional e física com esse fluxo de gás é o fator determinante para o desalinhamento observado nos anéis. Este achado é relevante para a astrofísica, pois oferece uma explicação concreta para a existência de exoplanetas que exibem órbitas altamente inclinadas ou retrógradas em relação ao eixo de rotação de suas estrelas hospedeiras. Os pesquisadores, liderados por Maria Galloway-Sprietsma, agora planejam investigar a frequência desse fenômeno em outros sistemas jovens do universo.
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