Rota marítima é usada para contrabando de cigarros no Norte e Nordeste
Investigações revelam que contrabandistas utilizam o oceano Atlântico para transportar cigarros paraguaios e evitar a fiscalização terrestre.
Pontos principais
- Autoridades identificaram o uso de rotas marítimas sofisticadas para o transporte de carga ilegal.
- Em julho de 2024, uma embarcação com 1,5 milhão de maços de cigarros foi interceptada a 407 km de Macapá.
- Operações no Pará flagraram o transbordo de mercadorias entre barcos em alto mar para despistar o monitoramento.
- O esquema busca contornar o controle das autoridades em rodovias e fronteiras terrestres nas regiões Norte e Nordeste.
Investigações recentes revelaram a existência de uma logística sofisticada voltada ao contrabando de cigarros paraguaios para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em vez de utilizar as tradicionais rotas terrestres, que possuem maior presença de fiscalização, grupos criminosos têm optado pelo transporte via oceano Atlântico. O método inclui o transbordo de cargas entre embarcações em alto mar, dificultando a detecção pelas autoridades portuárias e policiais. Um exemplo da dimensão desse esquema ocorreu em julho de 2024, quando uma embarcação foi interceptada a 407 km de Macapá carregando 1,5 milhão de maços de cigarros. A mudança na estratégia logística impõe novos desafios para o combate ao crime organizado, exigindo maior integração entre as forças de segurança marítima para monitorar o litoral brasileiro e coibir a entrada de produtos ilegais no mercado nacional.
Comentários
Carregando comentários...
