Estudos nos EUA testam ultrassom para tratar dependência química
Técnica não invasiva modula o sistema de recompensa cerebral para reduzir a fissura por drogas, mas enfrenta desafios de segurança.
Pontos principais
- O procedimento utiliza feixes de ultrassom de baixa intensidade direcionados ao núcleo accumbens.
- Resultados preliminares apontam redução na fissura e em resultados toxicológicos positivos.
- Um caso de lesão cerebral em voluntário causou a interrupção temporária de ensaios clínicos.
- A tecnologia atrai interesse de investidores para o desenvolvimento de dispositivos vestíveis.
- Especialistas pedem padronização de protocolos e mais estudos sobre efeitos estruturais no cérebro.
Pesquisadores nos Estados Unidos estão desenvolvendo uma técnica inovadora que utiliza ultrassom de baixa intensidade para tratar a dependência química. O método atua diretamente no núcleo accumbens, região cerebral ligada ao sistema de recompensa, com o objetivo de modular a fissura por substâncias sem a necessidade de cirurgias invasivas. Embora os dados iniciais indiquem uma diminuição significativa no desejo pelo consumo de drogas entre os participantes, a segurança do procedimento ainda é um ponto de atenção. Um ensaio clínico foi temporariamente suspenso após a ocorrência de uma lesão cerebral em um voluntário, levando a uma revisão rigorosa dos protocolos junto à FDA. O potencial terapêutico da técnica despertou o interesse de investidores, que buscam viabilizar a miniaturização dos equipamentos para uso em dispositivos vestíveis, embora especialistas reforcem a necessidade de maior compreensão sobre os impactos estruturais a longo prazo no cérebro humano.
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