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Pesquisadores chineses aumentam em mil vezes produção de vimblastina

Novo método utiliza levedura modificada para produzir o quimioterápico, reduzindo a dependência da extração natural e diminuindo custos.

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Foto: SCMP - China
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13/08 às 03:30

Pontos principais

  • Cientistas da Universidade de Zhejiang modificaram leveduras para atuar como fábricas biológicas na síntese da vimblastina.
  • O método tradicional dependia da planta vinca-de-madagascar, exigindo 2 toneladas de folhas para extrair apenas 1 grama do fármaco.
  • A nova técnica acelera a produção em mil vezes em comparação ao processo de extração convencional.
  • A inovação promete tornar o tratamento contra o câncer mais acessível e garantir um fornecimento mais estável do medicamento.

Pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, desenvolveram um método inovador que utiliza leveduras modificadas para produzir o medicamento anticancerígeno vimblastina. Historicamente, a substância era obtida exclusivamente a partir da planta vinca-de-madagascar, um processo extremamente ineficiente que demandava cerca de 2 toneladas de folhas secas para a obtenção de apenas 1 grama do fármaco. A nova técnica de bioengenharia permite que as leveduras funcionem como fábricas biológicas, aumentando a velocidade de produção em mil vezes.

Essa descoberta é considerada um avanço significativo para a oncologia, visto que a vimblastina é um quimioterápico essencial, porém frequentemente escasso e de custo elevado devido à complexidade de sua extração natural. Ao viabilizar uma produção em larga escala e mais confiável, a tecnologia promete reduzir drasticamente os custos do tratamento e mitigar os problemas de abastecimento global do medicamento.

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