Cerebras cresce 74% no 2º tri, mas receita fica abaixo do esperado
A ação caiu de 14% a 16% no after-market apesar de a empresa elevar a projeção anual e reportar backlog de US$25,4 bilhões.
Pontos principais
- A Cerebras reportou receita GAAP de US$180,1 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 74% na comparação anual, abaixo dos US$194,23 milhões esperados por analistas segundo dados da LSEG.
- A receita core, que inclui receita de repasse, mais que dobrou para US$209,9 milhões (alta de 103%), e a de nuvem e outros serviços saltou 281%, para um recorde de US$126,0 milhões.
- A projeção de receita core para 2026 subiu de US$855-865 milhões para US$880-890 milhões, e a empresa disse planejar mais que triplicar a receita em 2027.
- As obrigações de desempenho remanescentes somavam US$25,4 bilhões em 30 de junho, boa parte atrelada ao acordo-quadro com a OpenAI.
- A OpenAI se comprometeu com 750 MW de capacidade e com uma nota promissória garantida de aproximadamente US$1,0 bilhão, aportada em janeiro de 2026.
- O prejuízo líquido trimestral foi de US$450,5 milhões, puxado por US$377,0 milhões de remuneração baseada em ações disparada pelo IPO de maio, que levantou cerca de US$6,2 bilhões líquidos.
O trimestre mistura crescimento acelerado e um número de topo que frustrou o mercado. A operação de nuvem quase quadruplicou, e o backlog de US$25,4 bilhões é sustentado em boa medida por um único cliente — a OpenAI, que comprometeu 750 MW de capacidade e financiou a Cerebras com uma nota promissória de cerca de US$1,0 bilhão.
O prejuízo de US$450,5 milhões é em grande parte contábil: US$377,0 milhões vieram de remuneração baseada em ações, efeito direto do IPO de maio. A empresa também afirmou não estar enfrentando escassez de suprimentos tão severa quanto outras projetistas de chips.
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