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Vazamento de petróleo em Omã ameaça reserva marinha após acidente

Navio da frota-sombra russa encalhou em Omã, criando uma mancha de 2.000 km² e gerando um impasse sobre os custos de contenção do desastre ambiental.

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Foto: InfoMoney
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12/08 às 13:45

Pontos principais

  • O petroleiro Caroline Bezengi encalhou em 30 de junho em uma reserva natural marinha de Omã.
  • A mancha de óleo já cobre 2.000 km², colocando em risco tartarugas e recifes de corais da região.
  • Especialistas temem a desintegração da embarcação, que pode liberar até 50 milhões de galões de petróleo.
  • O navio integrava a 'frota-sombra' russa e teria sofrido uma explosão antes do encalhe.
  • Seguradoras internacionais recusam cobertura alegando que o incidente é um ato de guerra, paralisando a limpeza.

O encalhe do petroleiro Caroline Bezengi na costa de Omã, ocorrido em 30 de junho, desencadeou um grave desastre ambiental que ameaça a biodiversidade local. O navio, que fazia parte da frota-sombra russa, teria sofrido uma explosão antes de atingir uma reserva natural marinha, espalhando uma mancha de óleo que já alcança 2.000 km². Existe o risco iminente de a estrutura se desintegrar, o que poderia despejar até 50 milhões de galões de petróleo no ecossistema.

A situação é agravada por um impasse jurídico e geopolítico. Como o incidente foi classificado como um ato de guerra, as seguradoras internacionais se recusaram a cobrir os custos de contenção, deixando os esforços de limpeza paralisados. O caso destaca os perigos operacionais da frota-sombra, utilizada para contornar sanções, e coloca em xeque a proteção de áreas ambientais sensíveis diante de tensões regionais.

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