CEO do fundo soberano da Noruega alerta para risco de colapso
Nicolai Tangen, CEO do maior fundo soberano do mundo, afirmou que cenários extremos de crise global poderiam comprometer a viabilidade do patrimônio.
Pontos principais
- O fundo soberano da Noruega possui mais de US$ 2 trilhões em ativos, sendo o maior do mundo.
- Nicolai Tangen alertou que o crescimento extraordinário das últimas décadas pode não ser sustentável a longo prazo.
- Cenários de risco incluem guerra nuclear, terrorismo biológico e o estouro de uma bolha de IA combinada com guerras comerciais.
- Uma crise econômica severa, comparável à de 1929, poderia eliminar até 80% do valor dos investimentos em ações do fundo.
- O fundo é altamente concentrado em tecnologia, com as 10 maiores empresas representando 21,3% dos investimentos em ações ao final de 2025.
- O governo norueguês utiliza até 3% do valor do fundo anualmente para cobrir déficits no orçamento público.
Nicolai Tangen, CEO da Norges Bank Investment Management, declarou em um evento em Arendal que o colapso do fundo soberano norueguês, embora improvável, não é impossível diante do atual cenário de tensões geopolíticas. O executivo ressaltou que, historicamente, grandes fortunas nacionais tendem a desaparecer e que o desempenho excepcional do fundo desde 1996 não garante resultados futuros similares. A preocupação central reside na alta exposição a riscos sistêmicos, como conflitos globais e uma possível correção acentuada no setor de tecnologia.
O fundo enfrenta um desafio de concentração de mercado, com uma parcela significativa de seu portfólio atrelada a empresas de tecnologia dos EUA. Segundo o gestor, o estouro de uma 'bolha de IA' somado a tensões comerciais entre Estados Unidos e China poderia resultar em perdas massivas. Apesar de o fundo ter registrado um crescimento de 15% em 2025, Tangen enfatiza que a estratégia de gestão atual busca reforçar a resiliência contra esses cenários de estresse, utilizando inclusive ferramentas de inteligência artificial para monitorar riscos geopolíticos e otimizar custos operacionais.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
