Senado cobra transparência na execução de R$ 1,8 bi para ianomâmis
Parlamentares e indígenas questionam a eficácia de R$ 1,8 bilhão liberados pelo governo federal entre 2023 e 2024 para a Terra Yanomami.
Pontos principais
- Governo federal destinou cerca de R$ 1,8 bilhão via medidas provisórias entre 2023 e 2024 para assistência na região.
- Audiência pública no Senado fiscalizou a aplicação desses recursos e a persistência de falhas estruturais.
- Lideranças indígenas relataram surto de coqueluche e baixa cobertura vacinal no território.
- Procurador criticou a falta de projetos estruturantes de longo prazo em segurança alimentar e educação.
- Ibama detalhou gasto de R$ 33 milhões em operações contra o garimpo ilegal desde 2023.
Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (10), o Senado Federal debateu a execução de aproximadamente R$ 1,8 bilhão destinados pelo governo federal à Terra Indígena Yanomami entre 2023 e 2024. Os recursos, liberados por meio de medidas provisórias, foram alvo de questionamentos de parlamentares e representantes indígenas, que apontaram falhas na eficácia das ações de saúde e segurança alimentar. Lideranças locais denunciaram um surto de coqueluche com mortes infantis, agravado pela baixa cobertura vacinal, enquanto o Ministério dos Povos Indígenas defendeu a logística de distribuição de cestas básicas. O debate reforçou a pressão por maior transparência e pela implementação de projetos estruturantes que garantam a proteção e a assistência contínua aos ianomâmis, superando a dependência de medidas emergenciais.
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