Kimberly-Clark investe em fibra natural para produtos de higiene
Empresa desenvolve tecnologia para usar a planta hesperaloe como alternativa sustentável à celulose de madeira em papéis e lenços.
Pontos principais
- A Kimberly-Clark investiu cerca de US$ 250 milhões em duas décadas de pesquisa sobre a planta hesperaloe.
- A planta, nativa do sudoeste dos EUA e México, exige menos água para cultivo do que culturas tradicionais.
- A empresa está construindo uma unidade piloto de 50 mil pés quadrados em Yuma, Arizona, com investimento superior a US$ 100 milhões.
- A nova fibra pode substituir até 95% da polpa de madeira em certos produtos, mantendo resistência e maciez.
- Mais de 70 fontes de fibras foram avaliadas antes da escolha da hesperaloe como solução viável.
- A operação da planta piloto está prevista para começar em 2027, visando reduzir a dependência de fontes de madeira tradicionais.
A Kimberly-Clark anunciou um programa de inovação focado na utilização da hesperaloe, uma planta suculenta de clima árido, como base para uma nova geração de materiais sustentáveis. O projeto é o resultado de mais de 20 anos de pesquisa científica e testes com mais de 70 tipos de fibras alternativas, visando criar produtos de higiene com desempenho superior e menor impacto ambiental. A tecnologia patenteada permite transformar a planta em uma fibra que, segundo a empresa, oferece resistência e qualidade comparáveis ou superiores às fibras de madeira convencionais.
Para viabilizar a produção, a companhia está construindo uma instalação piloto em Yuma, Arizona, com um aporte superior a US$ 100 milhões. A iniciativa busca fortalecer a resiliência da cadeia de suprimentos da empresa, reduzindo a exposição a flutuações de preços da celulose de mercado. Com previsão de início das operações para 2027, o projeto também colabora com produtores locais para avaliar o potencial econômico e agrícola da hesperaloe na região sudoeste dos Estados Unidos.
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