Clubes brasileiros buscam ampliar receita recorrente com sócio-torcedor
Especialistas apontam que a transformação dos programas de fidelidade em plataformas de relacionamento é essencial para o crescimento financeiro.
Pontos principais
- Programas de sócio-torcedor evoluíram de simples venda de ingressos para ecossistemas de fidelização e serviços digitais.
- Receitas de ingressos e sócios representaram 12% dos R$ 14,9 bilhões movimentados pelo futebol nacional no último ano.
- Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG são referências no Brasil pela integração de experiências exclusivas aos torcedores.
- O modelo de 'season ticket' do River Plate é visto como benchmark internacional para a retenção de público na América Latina.
O mercado de futebol brasileiro vive uma mudança estratégica na gestão de seus programas de sócio-torcedor. Segundo Reginaldo Diniz, CEO da End to End, a tendência é que os clubes deixem de focar apenas na comercialização de entradas para atuar como plataformas de relacionamento e oferta de experiências exclusivas. Com a receita de ingressos e sócios representando 12% dos R$ 14,9 bilhões movimentados pelo setor no último ano, a profissionalização desses programas torna-se um pilar fundamental para a sustentabilidade financeira das agremiações. Clubes como Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG já lideram essa transição ao oferecerem benefícios que vão além do acesso aos estádios, como visitas a bastidores e produtos digitais personalizados. A estratégia busca replicar o sucesso de modelos internacionais, como o 'season ticket' do River Plate, visando aumentar a retenção e o engajamento contínuo da base de torcedores.
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