Sob gestão de Greg Abel, Berkshire Hathaway investe US$ 19,8 bi em ações
Após três anos vendendo ativos, a Berkshire Hathaway, sob o comando de Greg Abel, reverteu a estratégia e realizou um investimento líquido de US$ 19,8 bilhões.
Pontos principais
- A Berkshire Hathaway encerrou um ciclo de três anos como vendedora líquida de ativos no mercado acionário.
- O investimento líquido no segundo trimestre de 2026 totalizou US$ 19,8 bilhões.
- A holding recomprou US$ 4,53 bilhões em ações próprias, o maior volume trimestral desde 2021.
- O lucro operacional da companhia cresceu 16% no período, alcançando US$ 13 bilhões.
- A Alphabet, dona do Google, passou a integrar o top 5 de posições acionárias da empresa.
- A Berkshire encerrou o mês de junho com um saldo de caixa de US$ 359,2 bilhões.
- A nova gestão tem diversificado a alocação de capital com aquisições como a OxyChem e a Taylor Morrison.
A Berkshire Hathaway iniciou uma mudança estratégica em sua alocação de capital sob a liderança de Greg Abel. Após mais de três anos em que a holding priorizou a venda de ativos e a acumulação de liquidez, a gestão de Abel reverteu essa tendência ao realizar um investimento líquido de US$ 19,8 bilhões no mercado de ações durante o segundo trimestre de 2026. O movimento marca uma transição operacional significativa em relação ao período final da gestão de Warren Buffett, sinalizando uma postura mais ativa na utilização das vastas reservas de caixa da companhia, que somavam US$ 359,2 bilhões ao final de junho. Além do aporte em ações, a empresa intensificou a recompra de papéis próprios, totalizando US$ 4,53 bilhões no trimestre, o maior volume registrado desde 2021. A estratégia de Abel também inclui a diversificação do portfólio, com aquisições em setores como o químico e o de construção civil, exemplificadas pela compra da OxyChem e da Taylor Morrison. O desempenho financeiro da holding acompanhou a mudança, com o lucro operacional avançando 16% e atingindo US$ 13 bilhões no período. A entrada da Alphabet entre as cinco maiores posições acionárias da Berkshire reforça o novo apetite da empresa por ativos de tecnologia e operações estratégicas, consolidando o início de uma nova fase para o conglomerado.
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