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JBS cria joint venture com fundo da Indonésia em aporte de US$ 2,5 bi

A JBS firmou parceria com o fundo soberano Danantara para expandir operações de proteína na Ásia e Oceania com investimento inicial de US$ 2,5 bilhões.

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Foto: Times Brasil
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07/08 às 08:31 · atualizado 09:34

Pontos principais

  • O fundo indonésio Danantara Investment Management (DIM) adquiriu 25% de participação na nova joint venture.
  • A estrutura societária reunirá as operações atuais da JBS na Austrália e Nova Zelândia.
  • O plano de expansão prevê um investimento total de até US$ 5 bilhões, incluindo captação de dívida externa.
  • Os recursos serão destinados a aquisições e projetos greenfield no Sudeste Asiático.
  • A JBS manterá o controle da nova empresa, ocupando cinco dos sete assentos no conselho de administração.
  • O acordo estabelece um período de lock-up de cinco anos para as participações.
  • As partes planejam realizar uma oferta pública inicial (IPO) da joint venture no futuro.
  • Caso o IPO não ocorra em seis anos, o fundo indonésio poderá converter suas ações na joint venture por papéis da JBS.

A JBS oficializou uma parceria estratégica com o Danantara Investment Management, braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia, para acelerar sua expansão no mercado asiático. A operação envolve a criação de uma joint venture focada no setor de proteínas, que incorporará as operações da companhia brasileira na Austrália e na Nova Zelândia. O aporte inicial de US$ 2,5 bilhões garante ao fundo indonésio uma fatia de 25% na nova estrutura, reforçando a estratégia da multinacional de diversificar sua presença geográfica e fortalecer sua cadeia de suprimentos em mercados emergentes. O montante total do projeto pode alcançar US$ 5 bilhões, valor que será composto pelo investimento direto e pela captação de dívidas internacionais. Segundo o fato relevante enviado à CVM, a JBS manterá o controle operacional da nova plataforma, detendo a maioria dos assentos no conselho de administração. A iniciativa visa não apenas consolidar a presença da empresa no Sudeste Asiático, mas também criar um veículo de investimentos robusto para futuras aquisições e projetos greenfield na região. O contrato prevê um período de lock-up de cinco anos e estabelece o compromisso das partes em buscar uma abertura de capital (IPO) para a joint venture. Como cláusula de proteção, o acordo estipula que, caso a oferta pública não seja concretizada em até seis anos, o fundo indonésio terá o direito de converter sua participação na nova empresa por ações da própria JBS. Este movimento marca um passo significativo na estratégia de crescimento global da companhia, utilizando capital estrangeiro para alavancar sua capacidade produtiva e logística em uma das regiões de maior demanda por proteína animal no mundo.

Fonte primária

JBS N.V.

Material Fact — Indonesia Sovereign Fund Invests USD$2.5 Billion in Joint Venture with JBS

A JBS N.V. informa que sua subsidiária JBS USA Holding Lux S.à.r.l. e a PT Danantara Investment Management (DIM), braço de investimento do fundo soberano da Indonésia, firmaram parceria para buscar oportunidades de investimento no setor de proteína animal na Indonésia, outros mercados do Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia — regiões que somam cerca de 745 milhões de pessoas (9,2% da população mundial). A JBS contribuirá 100% de suas operações na Austrália e Nova Zelândia para uma holding holandesa ("Joint Venture Company"); a DIM subscreverá 25% das ações dessa JV por um investimento agregado de US$ 2,5 bilhões, sendo US$ 800 milhões (≈9,64% das ações) no fechamento e o restante em até três anos. Após o aporte total da DIM, a JV deve levantar até US$ 2,5 bilhões em dívida externa, elevando a captação agregada esperada a US$ 5 bilhões. Se o EBITDA médio 2026-2027 da JV ficar abaixo do EBITDA de 2025, a DIM tem direito a ações compensatórias, limitadas a 30% de participação total. Governança: conselho de até 7 membros (2 executivos indicados pela JBS, 5 não executivos — 3 JBS, 2 DIM); nos 3 primeiros anos a DIM é considerada com 25% de participação para fins de governança/economia, desde que sua fatia real supere 7,5%. Nos 2 primeiros anos pós-fechamento, o investimento da DIM só pode financiar projetos greenfield/aquisições na Indonésia; depois, expande-se a todo o Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia. Lock-up mútuo de 5 anos sobre as ações da JV. As partes pretendem realizar IPO da JV; se não ocorrer até o 6º aniversário do fechamento, a DIM pode trocar suas ações por ações da JBS (Exchange Right), com prazo-limite de 12 anos ou até o IPO. A conclusão da operação está condicionada a aprovações regulatórias e à conclusão do aporte dos ativos da Austrália/Nova Zelândia — não há garantia de que ocorrerá como previsto.

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