Atividade econômica não petrolífera cresce de forma desigual no Oriente Médio
Índice PMI regional subiu para 55,4 em julho, impulsionado pela Arábia Saudita, enquanto Egito e Catar enfrentam dificuldades persistentes.
Pontos principais
- O índice PMI geral da região atingiu 55,4 em julho, superando a contração registrada em março.
- A Arábia Saudita lidera o crescimento da produção, embora os níveis ainda estejam abaixo do período pré-conflito.
- Emirados Árabes Unidos e Dubai apresentaram melhora no setor privado com aumento de novas encomendas.
- O Egito permanece em contração pelo sétimo mês consecutivo, enquanto o Catar segue em recessão.
- Pressões inflacionárias e incertezas geopolíticas no Estreito de Ormuz ameaçam a estabilidade econômica.
A atividade econômica não petrolífera no Oriente Médio apresentou sinais de recuperação em julho, com o índice PMI regional alcançando 55,4 pontos. O desempenho, contudo, permanece desigual entre os países da região. Enquanto a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Dubai registraram avanços impulsionados pelo setor privado e novas encomendas, outras nações como o Egito e o Catar continuam enfrentando cenários de contração e recessão econômica. A retomada do crescimento no Kuwait, auxiliada pela normalização do tráfego aéreo, oferece um contraponto positivo ao cenário regional. Apesar da melhora nos indicadores, a estabilidade econômica do Oriente Médio segue vulnerável. As persistentes pressões inflacionárias e as incertezas geopolíticas envolvendo o Estreito de Ormuz representam riscos significativos, mantendo a região em um estado de alerta constante quanto à sustentabilidade dessa recuperação econômica a médio prazo.
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