Renner projeta 1º semestre com vendas abaixo da média, mas mantém guidance
A Lojas Renner prevê um crescimento de vendas no primeiro semestre de 2026 abaixo da média anual, mas mantém o guidance de receita líquida para o ano, impulsionada por margem bruta recorde e lucro líquido de R$257,3 milhões.
Pontos principais
- Vendas da Lojas Renner no primeiro semestre de 2026 devem ficar abaixo da média anual esperada.
- A companhia mantém o guidance de crescimento da receita líquida de varejo entre 9% e 13% para 2026.
- O lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$257,3 milhões, alta de 16,4% em relação ao ano anterior, marcando um recorde para o período.
- A margem bruta de varejo atingiu recorde de 56,7% no primeiro trimestre, superando 2025 em 1,6 ponto percentual.
- A receita líquida de varejo totalizou R$ 2,875 bilhões, com alta de 4,3%, e as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 3,2%.
A Lojas Renner projeta um primeiro semestre de 2026 com crescimento de vendas abaixo da média anual esperada, mas reafirma sua meta de receita líquida de varejo para o ano. A companhia mantém o guidance de crescimento entre 9% e 13% para 2026, com a expectativa de uma recuperação no segundo semestre. O ambiente de consumo é considerado desafiador, e o desempenho do primeiro trimestre foi afetado por uma alta base de comparação de 2025 e pela transferência de estoques.
No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida de varejo da Renner cresceu 4,3%, totalizando R$ 2,875 bilhões, um ritmo inferior aos 12% e 18,5% registrados nos trimestres de 2025. As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 3,2%. Apesar disso, a empresa alcançou uma margem bruta de varejo recorde de 56,7% no período, superando em 1,6 ponto percentual o mesmo período do ano anterior, com a margem bruta de vestuário avançando para 58,0%. Essa priorização da rentabilidade por peça vendida, em vez do volume, foi crucial para impulsionar o lucro líquido do trimestre para R$257,3 milhões, um aumento de 16,4% em comparação ao ano anterior e superando as expectativas dos analistas. Este resultado marca um recorde para um primeiro trimestre da companhia, atribuído à evolução do modelo de execução de moda.
Além disso, a companhia conseguiu reduzir o estoque total em 1% e o estoque mais antigo em 15%, apesar do crescimento das vendas. O Ebitda ajustado total cresceu 4,3% para R$ 610,5 milhões, e o fluxo de caixa livre aumentou 263,7%, somando R$ 258 milhões. Os investimentos totalizaram R$ 106,1 milhões, focados em tecnologia, remodelação de lojas e expansão, enquanto o GMV digital cresceu 7,4%.
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